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história da cutelaria
 

Desde os seus primórdios, o Homem precisou de ferramentas para execução das tarefas relacionadas à manutenção de sua vida. Conheça melhor a história da cutelaria:

A primeira ferramenta, possivelmente, tenha sido o “martelo”, isto é, uma pedra com a qual se podia bater e quebrar nozes e ossos, concomitantemente ao seu uso como arma para abater animais e inimigos. Logo, entretanto, viu-se a necessidade de separar e cortar, de alguma maneira, os frutos e as carnes. Nasceu, assim, o primeiro artefato com poder de corte : a faca.

As primeiras evidências arqueológicas datam ao redor de 300.000 AC, com a presença de “facas” de pedra e, posteriormente, de obsidiana, um mineral de origem vulcânica, com características semelhantes ao vidro e com a peculiaridade de apresentar fios cortantes superiores às rudimentares facas de pedra, inicialmente lascada e depois polida. A descoberta do primeiro metal, o ouro, levou ao desenvolvimento da fundição. O segundo metal a ser descoberto foi o cobre e o terceiro o estanho, ambos relativamente disponíveis em depósitos naturais à superfície, na área correspondente à atual Turquia. A mistura pela fundição resultou no bronze, mais duro e firme que o cobre e o estanho. Nascia, assim, a metalurgia e uma infinidade de artefatos foram executados com esta liga metálica. O esgotamento das jazidas de cobre e estanho da Ásia Menor encareceram o produto, que se havia tornado escasso, quando deu-se a descoberta do ferro. Há registro, encontrado na Ilha de Paros, atual Grécia, datados de 1432 AC, que reportam a utilização do ferro. O ferro mais barato e bem mais abundante passou a ser o metal usado na confecção de instrumentos agrícolas e armas, além de apresentar maior tenacidade e dureza que a liga do bronze. Na Idade Média, desenvolveu-se o aço com adição de carbono, que, incorporado ao ferro nos trabalhos de forjaria e subsequente desenvolvimento da têmpera, torna o metal mais duro e flexível.

Com o advento da industrialização e dos recursos científicos propiciaram o desenvolvimento de ligas, com utilização em várias finalidades e atendendo a ferramentas específicas para cada utilização.Em 13 de Agosto de 1913, foi fundida a primeira amostra de verdadeiro aço inoxidável, na Inglaterra. A liga era de ferro com adição de 0,24% de carbono e 12,8% de cromo.O material, assim obtido, oferecia vantagem sobre o aço tradicional, visto a sua resistência à oxidação.

Atualmente, os artefatos, que genericamente atendem pela definição de “cutelaria”, abrangem uma vasta gama de produtos, cujo maior uso encontra-se nos lares, sob forma de talheres, a maioria produzidos nas várias ligas existentes de aço inoxidável. As facas, canivetes e outros artefatos com finalidade de corte estão presentes no uso diário e uma multiplicidade de situações. Temos facas nas cozinhas, assim como de uso militar. Todas cumprem as funções de corte ou perfuração, dependendo da utilização preposta.

No Rei das Facas oferecemos uma vasta gama de artefatos para os usos citados. As facas ou canivetes definidos como “artesanais” são peças executadas por artesãos, com uso de várias combinações de materiais, seja nas lâminas, como nas guardas, cabos e adereços. São via de regra peças únicas e feitas manualmente uma a uma. O valor depende dos materiais utilizados, do trabalho dispendido, da apresentação final e, em suma, da qualidade de unicidade, que atrai colecionadores e amantes destas peças.

Existem peças semi-industrializadas, com aporte final de trabalho manual e também encontram mercado junto ao público pela sua funcionalidade aliada à beleza e preço reduzido. Os artefatos de cutelaria industrializados são produzidos em larga escala, muitas vezes apresentando notáveis características de qualidade e acabamento, geralmente a preços mais acessíveis. Grandes empresas de renome mundial estão, atualmente, empenhadas neste mercado ávido por novidades e aperfeiçoamentos.

 
homem pre histórico com facas
Na ilustração acima você pode ver um homem pré histórico manuseando pedras e pensando em como poderia adaptá-las para usar como ferramentas.